Santa Catarina registra déficit de 50% de policiais civis

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Foto: Divulgação

Uma das preocupações principais da população de Santa Catarina é o aumento da criminalidade. Acréscimo às vezes não mensurado nas estatísticas, mas refletido diretamente no cotidiano dos catarinenses e dos profissionais da segurança pública.

Com base no número de habitantes tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar são unânimes em afirmar que faltam efetivos nos municípios. Realidade que não pertence somente os grandes centros, mas também os municípios da região.

Conforme informações de representantes do setor de gestão de pessoas da PC-SC, no sul do estado, Tubarão registra um policial civil para cada 1.230 habitantes. Araranguá, um policial para 1.447 e em Criciúma, o número é de um policial para 2.804 habitantes.

“Registramos um déficit de aproximadamente 50% de policiais civis no estado. Ao todo temos três mil, dos quais necessitaríamos contar com 5.997. Conforme demonstramos ao executivo estadual, em nossos levantamentos realizados em 2012, 2013 e no ano passado”, informou o delegado Ulisses Gabriel, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma e presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina (Adepol-SC).

O delegado destaca que mais policiais presentes resultariam em um trabalho com mais qualidade e respostas rápidas contra criminalidade.

“No último encontro que tivemos com o governador Raimundo Colombo (PSD) ele informou que em março deverão entrar mais 33 novos delegados e 170 novos policiais, caso seja possível incluir este aumento no orçamento do estado”, revela.

Equivalências

O delegado regional de Tubarão, André Bermudez, destaca que não existe um número exato que defina por lei a quantidade de habitantes para cada policial civil. “O crescimento populacional muitas vezes ocorre de forma diferenciada, sem que o número de efetivos consiga acompanhar esta evolução. O que tentamos realizar em nossa cidade é um trabalho na maioria das vezes, em conjunto, integrando as delegacias especializadas, com apoio da Polícia Militar”, ressalta.

 

Fonte: Ligado no Sul