Adepol do Brasil defende que STF não libere uso de drogas no País e é contra o ciclo completo de polícia

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O representante da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, Wladimir Sérgio Reale, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) não libere o uso de drogas no País. A Suprema Corte analisa, neste momento, a constitucionalidade de um artigo da Lei Antidrogas (11.343/09), e, como consequência, poderia liberar o uso de drogas.

 

Reale participa de debate na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Contra Jovens Negros e Pobres sobre o ciclo completo de polícia.

 

Para o delegado, a liberação das drogas pode agravar a criminalidade no Brasil. “A lei já despenalizou o usuário de drogas. Ninguém mais é preso por uso de drogas no País. Agora, se for descriminalizado, agravará muito o tráfico de drogas e de armas. A violência será exponencial”, defendeu.

 

Reale também defendeu que o usuário de drogas continue sendo levado para as delegacias a fim de ser lavrado o competente termo circunstanciado para ser encaminhado à justiça, como também sustentou que a esta matéria cabe a competência da Polícia Judiciária. Mostrou-se contrário ao pretendido ciclo completo no âmbito das polícias brasileiras, tendo em conta que cada órgão já tem as suas competências estabelecidas na Constituição Federal.

 

Para o presidente da CPI, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a despenalização do usuário é um avanço. Ele considera, no entanto, que a lei deveria diferenciar usuário de traficante. “A gente percebe que aumentou o encarceramento por tráfico de drogas. Meu sentimento é que, quando é negro pobre, é quase traficante. Quando é branco, é usuário.”

 

Com informações da Agência Câmara Notícias e Assessoria de Comunicação da Adepol